12 novembro 2008

Olho-me ao espelho

Vejo a cara de sempre;

Simples e sem graça

Com um sorriso ausente!


Quanto mais estou convencida

Mais me tento iludir

Se me dizem que sou bonita,

Porque é que não me sinto assim?


Só queria sentir os teus braços

A apertarem-se em meu redor,

Sentir que em terrenos alheados

Consigo esquecer tamanha dor!


Quando me elogiam

Eu finjo não ouvir

E depois penso que sim

Só para me iludir.


Mal entro na escola

Vejo olhares inquiridores

Caras desconhecidas a tentar não rir

E os que riem, os pequenos amadores.


Sento-me na carteira

Sem ligar aos murmurinhos;

Presto atenção à aula

E sigo os meus caminhos.


Quero mudar, quero esquecer

Tudo o que vi até agora;

Eu acredito no destino

E quero ir daqui para fora!