Poema ao pai:
Não percebo
Porque é que tu me fazes isto...
Acredita que,
Por minha vontade,
Não fazia nada disto!
Porque é que
Eu me havia de esforçar,
Quando tu só te esforças
Para me fazer chorar?
Mas, mesmo assim,
Decidi escrever este poema..
Talvez mudes, mas talvez não!
Mas eu vou arriscar,
Se me quiseres ajudar...
Por favor, estende a tua mão.
Estende a tua mão
E agarra em mim
Para podermos voar os dois
Por muitos sítios...
Desde ali, até aqui...
E daqui até ali!
Para acabar,
Só mais uma pergunta,
Porque é que não me deste asas para voar?
Assim eu era mais feliz!
Não faças essa cara...
O que quiseres perguntar, pergunta!
Que eu nunca mais me importarei
De te responder...
Mas lembra-te:
Se algo de mau me acontecer,
Tu vais ser o último a saber!
Ou então o primeiro,
Mas por meio de outras pessoas
Aquilo que tu odeias tanto!
E assim terminei
Um trabalho que me custou muito...
Peço-te desculpa por estes versos
Injustos para ti, mas mais que justos para mim...
Mas espero que não seja sempre assim!
17 novembro 2006
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